domingo, 8 de julho de 2012

Corte de cabelo

E o que eu gostava de ter coragem de fazer isto ao meu cabelo? Quero deixá-lo crescer e poder fazer tranças e penteados bonitos, mas uma franja não invalidava isso, e adoro este tipo de franja. Tivesse eu cojones...

sábado, 7 de julho de 2012

Quero taanto!

[central park, new york]

Provavelmente, o sonho de uma vida. Só espero que me seja possível realiza-lo, quer seja para o ano ou daqui a 60 anos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O que é que eu fiz à minha vida?

O que fazer quando te tocam à campainha, numa daquelas vendas porta-a-porta insistentes como tudo, e quando vais a abrir te aparece um menino de cair para o lado, simpático (mas isso é capaz de ser exigência profissional) e ainda por cima de camisa e gravata (provavelmente também exigência profissional, mas não quero saber)?
Eu fui dizendo indirectamente que não estava interessada, mas lá lhe fui dando conversa, sempre dava para aproveitar a paisagem.
Mas quando o "chato" ultrapassou o "simpático" e até o bom aspecto do menino, lá fui obrigada a dizer que não estava interessada, sob pena de ele me fazer engolir o catálogo na esperança que eu comprasse alguma coisa.
Ele ficou tão chateado e ofendido por eu ter recusado uma proposta tão espectacular e tão once in a lifetime que se despediu chamando-me "burra", de uma forma simpática e delicada, claro está!

Isto deve ser considerado o oposto de um win-win (será que se diz lose-lose?): perder a oportunidade maravilhosa e nunca antes vista que ele me estava a oferecer, e perder a oportunidade de dar todas as informações da minha vida pessoal (o meu número, pessoas, o meu número!) ao menino giro que dói, enquanto ele perdia a oportunidade de vender os seus produtos para lá de espectaculares.

Eu já a pensar que tinha encontrado o homem da minha vida, já estava a imaginar pormenores do casamento e tudo, e no fim acaba assim.
Fiquei mesmo deprimida, pá!

Acho que é por isso que os meus dias têm sido tão bons =)


[ai Moon, tu nunca vais aprender? agora andas feliz, daqui a uma semana cai a ficha e choras pelos cantos!]

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Tens um mano na tua barriga?"

"Tens um mano na tua barriga?" - entrou de rompante pelo meu quarto. A mãe, internada no quarto ao lado, tentou demove-la. " Não incomodes a senhora! Anda cá!". Mas ela continuava a olhar para mim, de pé, à beira da minha cama de hospital. Olhos azuis, cabelo louro, 4 anos de gente.
"Também tens um mano na barriga?"- insistia. Pego-a ao colo para se sentar aos pés da cama, leve que nem uma pluma. "Cuidado com o meu cateter!". A mãe, pálida e com ar gasto, grávida do mesmo tempo gestacional que eu, a contar-me da leucemia da filha, dos tratamentos de quimioterapia, da gravidez que pode ser uma esperança de vida, de mais vida ainda, o verdadeiro milagre da vida, para a filha que já vive. Das possibilidades de compatibilidade do novo bebé, que entretanto ganha pouco peso no útero, fruto do sistema nervoso da mãe que, internada, não acompanha pela primeira vez, em dois anos e meio, o ciclo de químio da filha.
"Tens um Bobi?"- fita-me, a pequena, de olhos pregados no suporte com rodas que me eleva o soro. E a mãe sorri, gasta e cansada, velha no pico dos seus 26 anos, a aguardar um milagre que são dois, agora. O bebé só tem um rim mas não lhe importa. A doença da filha ensinou-a a racionalizar a realidade. "Vive-se só com um rim, eu quero é que ele nasça bem, mesmo que não seja compatível,. Quero- os aos dois, bem! Percebe-me, não é?" Percebo tão bem.
E a menina canta- me aos pés. Elevo-a no elevador da cama, fica alta no cimo do colchão elevado. "Vou tocar no sol!"- e não parece doente, enquanto escorrega pelas minhas pernas, se ri às gargalhadas e folheia um livro que me ofereceu uma leitora deste blog.
A mãe a insistir que me deixe sossegada, sorriso exausto. Está desempregada, " ninguém dá trabalho a uma mulher que tem que faltar uma semana por mês para acompanhar a filha na quimioterapia". E, agora, internada. O marido teve que meter baixa para a substituir- "o dinheiro da baixa não vem logo no mês em que gozamos a baixa, este mês nao sei como irá ser". A filha, tagarela, dá gargalhadas e, por um momento, o sorriso abre-se, alheio aos problemas. Acaricia a barriga, como que a regar o crescimento do bebé que aí vem.
Falamos dos bebés que esperamos. Chega mámen para a visita, senta a menina ao colo, faz-lhe desenhos a pedido. A mãe elogia o jeito dele para desenhar. Mostro- lhe a fotografia da parede do quarto da Ana, pintada por ele. A menina pergunta se ele lhe pode desenhar uma Kitty na parede. Sorrimos os dois, cúmplices. Hoje toleramos a Kitty. Sim, irá pintá-lá, logo que a mãe regresse a casa. A menina salta de alegria.
Chega o jantar, a mãe e a menina recolhem ao seu quarto, não sem antes a pequena insistir: "Tens um mano na barriga?".


A história é esta. Não podia deixar de partilhar. Mais informações aqui e aqui. Vamos ajudar a Bia?

Eu já estou inscrita como dadora de medula. E tu, estás à espera do quê? 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pensamento aleatório

Se a selecção espanhola for uma amostra representativa de todos os meninos espanhóis, mudo-me já hoje!

Não mudava uma vírgula